Dr. Antipragas explica o que é dedetização Rui News

Dr. Antipragas explica o que é dedetização – Sabe quando você vai no supermercado e compra
um Bombril, ao invés da esponja de aço. Ou então,   compra uma Gillette, ao invés de uma lâmina de barbear?
Pois é, com a dedetização aconteceu a mesma coisa.  Ela vem da palavra “D.D.T”, que é um produto
utilizado largamente no século passado   contra pragas em lavouras. E nessa história toda, o
termo acabou, assim ficando, super conhecido para   afastar as pragas de algum ambiente. Bom, vem comigo, que nesse vídeo eu vou te explicar o porquê  que esse termo está totalmente ultrapassado e como é que
a gente deve chamar ele hoje em dia. Olá! Eu sou Emerson Hoffmann, Dr. Antipragas, e no
vídeo de hoje eu vou te falar sobre a dedetização e porque essa prática não corresponde mais a realidade.
D.D.T é sigla de um produto um tanto quanto difícil  de se dizer. D.D.T foi um produto, então, que se popularizou
por realmente acabar com as pragas nas lavouras,   lá nos anos 40 do século passado. E dedetizar, por conta disso, virou uma palavra que a gente usa numa linguagem mais comum,  justamente pra falar sobre um processo que afasta as pragas daquele ambiente. E o termo pegou. Por   mais que seja difícil falar esse termo e muitas vezes as pessoas, tu vê na rua, elas falando assim: “dedeti… dede, o quê”, é um termo popular e as pessoas normalmente e entendem mais como dedetização, ao invés de controle de pragas ou
de alguma praga específica. O que ocorre, é que essa prática de detetizar, propriamente dita, ficou totalmente ultrapassada e ela não pode   mais ser realizada, desde os anos 2008. Mas como assim, então, ficou proibido? É que, bom, vários   estudos mostraram que a contaminação no solo pelo D.D.T
ou de lençóis fluviais, enfim, causava inúmeros danos à   saúde humana. Ao mesmo tempo que protegia contra
pragas da lavoura, era totalmente prejudicial à saúde humana. Inclusive, há alguns relatos de casos mostrando uma relação entre esse produto e câncer, em algumas pessoas.  hoje empresas sérias e profissionais que  realizam o controle de pragas urbanas, ou seja, na cidade, não utiliza mais produtos: seja veneno, seja   produtos agrícolas. O que essas empresas
utilizam, o que os controladores de pragas  utilizam, são produtos domissanitários ou produtos saneantes, como
também são chamados. São produtos utilizados   justamente em ambientes com circulação de pessoas.
Esses produtos são altamente rigorosos, justamente   fiscalizadas pelo Ministério da Saúde e pela Anvisa, para que tenha o máximo de critérios e  para que seja o mínimo tóxico possível à saúde do ser humano, quando utilizados de maneira correta. A intoxicação por inseticida pode ser mais comum do que você pensa. E se você quer saber mais
sobre isso, eu deixei no vídeo aqui onde eu falo justamente  sobre esse tema. Além disso, somente a utilização de produtos
não é o que faz com que a gente elimine as pragas. A gente precisa de uma série de medidas mecânicas, físicas. De uma forma contínua e bem estruturada, tanto do prestador de serviço, de quem vai receber o serviço, para que a gente consiga um efetivo controle de pragas. E é justamente por isso que o melhor que o melhor termo a ser empregado,
nesse serviço, é o controle integrado de pragas.  Primeiro, a gente não está falando mais sobre extermínio. É muito complicado acreditar em extermínio. Porque, bem provavelmente, se as pragas
fossem possíveis de serem exterminadas, elas já teriam sido. O que a gente fala sobre controle, ou seja, manter elas fora do nosso alcance. Manter elas fora de um local onde elas possam causar: infestação, dano material e outros prejuízos em questão de saúde e economia. Além disso, os quatro grandes pilares que a gente trabalha para fazer o controle de pragas são: a água, o acesso, o abrigo e o alimento desses possíveis contaminantes, para que eles não venham se proliferar mais e causar ainda mais danos. E aí que entra o segundo ponto. Porque, além de realizar, obviamente, muito bem aplicação   do inseticida nos locais corretos, numa dosagem correta, com um produto mais adequado para tal praga, a gente precisa estar ligado
em outras questões, como por exemplo: deixar o lixo bem acondicionado em tonéis ou, enfim, lixeiras próprias e fechadas para que os animais, os insetos não venham estar infestando ali. Além disso, deixar papelões, enfim, entulhos muito bem acondicionados para que não venham virar abrigo. Não deixar água parada para que isso não venha também virar, obviamente, a água que estes insetos vão estar se alimentando. E óbvio, não é da noite para o dia que o termo “controle de pragas”, talvez, fique tão difundido como já é o termo “dedetização”. Mas é muito importante a gente parar e pensar sobre isso. Inclusive, é muito mais fácil a gente falar controle de
pragas ao invés de dedetização. E usar, por usar, o termo errado não é exatamente o maior dos nossos problemas. O grande problema é quando empresas não legalizadas utilizam produtos não licenciados e ainda fazem uma mistura de agrotóxicos, por exemplo, para utilizar em ambientes com circulação de pessoas e acabam, por conseguinte, então, contaminando essas pessoas. Causando intoxicação, contaminando o solo, contaminado a água daquele local. Enfim, contaminado de forma geral aquele ambiente   e causado inúmeros danos, que talvez até fosse
pior do que uma infestação de pragas.    O envenenamento por inseticida é um assunto super importante. Inclusive, deixei separado aqui pra ti o link do vídeo   em que eu falo especificamente sobre isso. Além
do risco de envenenamento, óbvio, a imunização não feita   adequadamente pode trazer outros danos incontáveis.
Por exemplo, o uso de produtos inflamáveis. E aqui   vai uma ressalva muito grande, porque eu já vi inúmeras vezes na nossa
página, principalmente no Facebook, as pessoas   comentando sobre o uso de querosene, naftalina, enfim, outros tantos produtos para controlar, por exemplo, o cupim. Sobre querosene, em específico, eu quero conversar contigo: você imagina colocar querosene na madeira de um telhado, que é provavelmente onde tem essa infestação de cupim. E a gente sabe que o cupim, ao procurar a celulose, ele vai roendo, comendo… enfim, e procurando essa celulose. E no telhado, muitas vezes, a gente tem alguma coisa de fiação, principalmente, para a parte de luz, né, de energia. Então, e se esse cupim… por exemplo, foi lá e fez o controle, colocou a querosene, o cupim já está roendo, por exemplo, os conduítes que são de plásticos e fazem toda a parte de segurança do cabeamento. Se esse cabeamento estiver rompido por algum motivo, pode gerar um curto circuito. Gerando um curto circuito, mais a querosene, mais a madeira, acho que essa matemática todo mundo consegue fazer muito bem
e sabe que vai ser uma grande uma grande tragédia, um grande desastre, que a gente certamente
não quer passar. Então, por isso é muito importante   que os produtos tenham uma segurança, que acontece
a todos os profissionais, mas não acontece com   outros produtos que não são os profissionais
licenciados pelo Ministério da Saúde.   Outra situação tão quão importante é, justamente, o uso
de produtos adequados, com a técnica adequada, com a dosagem adequada. O produto que a gente usa para a
formiga, via de regra, não é o mesmo produto que a gente utiliza para cupim. Pelo menos não é na mesma dosagem. Então é muito importante que o serviço seja feito por um profissional, justamente, porque o profissional vai estar treinado e capacitado para saber as diferenças
entre um produto e outro, entre uma dosagem e outra, para uma praga que é diferente da outra E, portanto, tem a segurança, tem os equipamentos de proteção individual para realizar um serviço de forma segura, tanto para ele, quanto para ti que vai estar contratando. Ao contrário do foco do veneno ou na aplicação do inseticida, que é o caso da dedetização, o controle de pragas não é somente uma mudança de nome, é uma mudança de conceito, de visão sobre como o serviço realmente deve ser realizado. E ela é super importante, super importante a gente pensar sobre isso, refletir sobre isso e, assim, contratar um efetivo controle de pragas. Não só pela aplicação do inseticida de forma correta, mas por todo o englobamento das outras técnicas, do
conjunto de técnicas, que a gente tem que empregar. Como já disse antes, medidas físicas,
barreiras mecânicas e outros cuidados como: o   acesso, o abrigo, a água, o alimento, para então a gente poder controlar, prevenir as pragas urbanas de estarem infestando o seu ambiente. Se você ainda ficou com alguma dúvida sobre esse tema, por favor, comenta aqui embaixo. Me diz se você sabia que o termo correto era controle de pragas ou se você pensava que era dedetização, por favor. E óbvio, se você gostou do vídeo deixa like nesse vídeo aqui, te inscreve no Canal, para que mais conteúdos assim cheguem até você e já ativa as notificações. Cada vez que a gente postar um vídeo novo, tu vai receber em primeiríssima mão. Um abraço e até o próximo vídeo!

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